quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Falta um tempo ainda, eu sei







Não aguento mais esse outubro um tanto picolé de chuchú...

De noite na cama eu fico pensando...


Antes do trabalho passei a livraria Saraiva. Precisava comprar o tal livro que não comprei achando que era alta ajuda feminina (Comer, rezar e amar) e acabei achando um livro de crônicas do Affonso Romano de Sant’anna (Tempo de delicadeza) bem largado sobre a banca de DVDs em promoção. Comecei a ler algumas crônicas do Affonso e a me apaixonar pela escrita. Foi um verdadeiro achado para aquele dia.

Entrei mais cedo no trabalho para assistir a tal peça recomendada por um grande amigo. Estava completamente cheio de trabalho e mesmo assim pus fim a uma reunião que não acabaria antes das 20 horas da noite. Sai do trabalho e chovia muito...

Em Salvador o humor muda quando se esta chovendo na cidade. Não conheço ninguém que consiga chegar ao destino e ainda abrir um sorriso mesmo que tímido ou sem graça pelo atraso. É uma verdadeira loucura quando isso acontece. Quando cheguei a bilheteria restava apenas mais um ingresso e eu era o segundo da fila. Pensei isso só pode ser sacanagem, quando penso que não um rapaz veio ao guichê para devolver um dos ingressos. Era o meu segundo achado do dia e enfim o ingresso estava na mão.

Festa da Separação – Dois jovens inteligentes e casados discutem a arte e ao mesmo tempo a separação. E abrem essas experiências para a platéia. Cinema, literatura, música e muita delicadeza para o tema amor. Havia um palco e vários relatos em formatos diversos que nos colocavam perto da intimidade do ex casal.

Saí ainda na chuva do teatro ouvindo veja bem meu bem do Los Hermanos . Sentei num bar sozinho, pedi uma cerveja e fiquei vendo a cidade indo dormir a chuva em pleno o Corredor da Vitoria. Pensar naquilo tudo que tinha visto me tornou mais leve, feliz. Enfim não sei muito bem explicar muito até porque gostaria de ficar calado justamente agora. Daí um trecho daquilo que vi e gostei:

“Porque a gente precisa dizer aquilo que de certo modo deveria ser calado...”

Estou com vontade de chorar.

...e quando?

domingo, 24 de outubro de 2010

De tarde vendo o mar...


Lá vai indo mais um domingo e o mar está aqui bem perto comigo. Agora pouco estava lá dentro dele, sendo jogado na areia por ele, dentro e fora dele. Completamente desconcertado com a roupa que ele me tirava a cada forte onda que produzia. Hoje vai ter Bebel Gilberto com seu primeiro show aqui em Salvador. A música sempre vai comigo e é mais forte do que eu fazendo lembrar dos meus queridos amigos. Um grande amigo de Belo Horizonte dono de um gosto musical incrível é amante da música de Bebel. O nome dele é Jouber Madureira, o mais mineiro dos mineiros e também conterrâneo de Carlos Drummond de Andrade. Hoje é aniversário dele e meu presente é fruto de uma canção de Bebel Gilberto:

“Mas quem saberá cantar o que não se viveu, e quem saberá contar o que ninguém sonhou”


Andei perdendo o tempo da escrita. Perdi o tempo de escrever sobre o que vi e vivi no show dos Los Hermanos. Talvez nem seja preciso escrever é apenas para viver mesmo. A vida é mesmo tão engraçada. Não peço absolutamente nada à ela e quando vejo aparece coisas inesperadas. Carlos Santiago é mesmo um grande amigo, obrigado pelo acesso as mais badaladas festas de Salvador. Você é o cara mesmo sabendo que não sou tão chique assim, contudo me faz sentir. Sou apenas o cara que junto com Amanda fica a conversar com o vendedor de cervejas e depois de consumir quase toda a caixa de isopor do cara, se prepara para ser escoltado até o camarote com Senhorita Lordêlo ao lado. A festa parece que só começa quando a gente chega. É muito divertido, até mesmo quando nem é pra ser divertido. A galera bonita com corpos e copos cheios de vontade. A gente tem fome de quê? Rotular não é bacana deixemos tudo aberto para todas as possibilidades sempre. Que fique em aberto, pois sempre é a hora de fazer acontecer. Acontecer é um dos verbos que mais gosto. Que nunca nos falte energia para viver a vida e pensar que por mais simples que pareça, existe uma sofisticação danada de estar numa tarde ensolarada como esta felicitando amigos, sentado nesta esteira vendo o mar com você sorrindo e abrindo meu caminho de felicidade,cochichando palavras de gostar. Desço pra comprar a tua coca cola e vejo nisso o grande sentido... Há vida em tudo e é gostoso viver!

Parabéns Jouber, Sucesso!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

É impossível ser feliz sozinho.


Praia do Buracão. O mar com meus amigos. Som de Saulo da banda Eva. Frescobol na areia. Ondas gigantes nos fazendo abrir sorrisos gigantes. Sol forte. Água mineral. Violão. As curtas e grossas frases de Neiva. Um samba cantado rasgado. Desafinação. A nova música de Vanessa da Mata. Outro samba de Argemiro do Patrocínio. O locutor da rádio manda um abraço pra nossa turma. Corpos bonitos na areia. Uma cerveja nem tanto gelada. Um papo com a turma do lado. Pausa para ler uma revista. Chamem o moço do picolé. Da praia se avista Jucy limpando a varanda do apartamento. Tem sempre alguém paquerando alguém. O Arthur está pra chegar. Tem sempre alguém numa outra onda nessa praia. Eu vejo a casa de Brown e sempre uma vontade de bater no portão pra fazer música com ele. Brown é pura música. Entardeceu lá no Porto, mas estamos no Rio vermelho, mesmo assim: palmas que lá vai o sol. Mais um dia com cara de verão. Doce e quente verão. Cara de Safadeza, sorriso moleque. Felicidade é aquele longo respiro que damos com os olhos cheios de sorriso.

O toque dentro do carro na volta da praia. No elevador o seu corpo revelando meu corpo quente. Um banho com óleo e logo após dois corpos nus na cama.

Ontem voltando do cinema em plena madrugada nas ruas de Salvador, apenas senti que gosto demais de tudo que você faz.

P.s: Estou possuído por vocês. Adoro o jeito de ambos. Gosto de tudo que vocês fazem. Em tudo sou fã...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Biografia

Quando não tenho pra onde correr, nasce a escrita.

Madrugada cheia de lembranças...


Quero revirar o céu...

Pintá-lo de amarelo

Não quero estrelas nem nuvens

Quero o mar

Darei o nome Céu ao mar

E será pra lá que irei quando morrer.

Primo Júlio,

Cê nem esperou eu lhe apresentar a Bahia.

Foi embora sem conhecer tanta gente bacana.

Nem vai poder ler essas bobagens todas que escrevo.

Ta fazendo uma grande falta...

Ninho vai ser papai de gêmeos.

Queria apenas que você soubesse.

Não ando tendo medo de nada, medo maior é este.

Uma brisa brinca com a casa.

A madrugada segue em paz.

Árvores balançam

A natureza está pouco ligando pra minha saudade.

Poxa saudade, me deixe dormir.