quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pedaços pra você juntar.


Pra que tanto pranto.
Frases feitas

Amores tantos
Emoções Fortes
Miséria da minha imaginação

Seu silêncio
Minha oração
Gestos, palavras

Paixão.

Quero apenas samba e poesia.


A vida corre solto lá fora. Todo mundo atrás de festas Áreas vips...roupas brancas Para o novo ano que tá aí, Depois de amanhã... Aqui toca um samba Aqui leio uma poesia Minha maior alegria Pra curar o mal da banalidade Do meu dia-a- dia.

Agora com vcs candeia:

Repare bem, não é assim
Que a gente faz com o que tem
Se a gente ama de verdade
Orgulho, vaidade, desamor
São coisas banais que só têm utilidade
Pra machucar o nosso amor

Candeia

Dois mil e onze


Desejo silêncio e oração.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Restos de uma ceia de natal



Chovia dentro da cozinha. Cedo acordei para preparar o café, a pia estava completamente cheia com louças da ceia do natal. Resto de comidas, latas de cervejas tudo misturado ainda com meu sono e minha impaciência diante de tudo. Na verdade não estava nem aí pra tudo aquilo pensei em nós. Nada era mais grave e mais preciso do que acordar e não encontrar nenhuma mensagem tua no meu celular, nada de respostas. Nada.

A chuva continuava caindo em mim enquanto eu me dispunha ali a lavar toda aquela louça...

Comecei silenciosamente a lavar tudo aquilo. Limpando e deixando chover pesado sobre as minhas costas questionava: porque ainda tenho saudade de você? Porque essas músicas simbólicas põem você novamente para o canto da minha cama? Porque preciso beber (e beber muito) para lhe enviar aquelas sentimentalidades? As canções de ontem me contavam que existia algo maior e forte entre a gente.

Lavei tudo fiz café. Tudo em alto silêncio e agora da mesa da sala via a chuva caindo dentro da cozinha. Olhado fixamente para aquela chuva da minha mente, chuva que inundava toda a cozinha peguei no meio da enxurrada um texto de Rubem Alves onde ele diz que ostra feliz não faz pérola. A ostra para fazer pérola precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer.

Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. E neste espaço o amor só sobrevive graças a algo que se chama fidelidade: a espera do regresso. Quem não pode suportar a dor da separação não está preparado para o amor. Porque amor é algo que não se possui, jamais. É evento de graça. Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E, quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.


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"Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor"

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A graça da generosidade




Café preto e lápis número 07. Logo cedo o papel branco figura nessa manhã cinza de segunda. Ontem passei o domingo cuidando da minha neguinha que se trancou em casa com febre e irritação nos olhos. Levei meu Pocoyo para lhe fazer companhia; levei alguns ingredientes para lhe preparar uma sopa. Levei a minha presença e o meu samba.

Dividimos nossa solidão, angústia e poesia. Tocamos violão, brincamos de criar canções e entre um café e outro sempre o riso rasgado que disfarçava o choro guardado. Tracei uma conexão entre espírito, mente e alma; pedi a Deus proteção e que nos trouxesse a calma. Ouvimos rádio quando ainda era madrugada e antes de partimos para o sonho de cada um trocamos questionamentos sobre a vida.
Da vida a gente quer o que nos dá coceira, provoque comichão.
Fincamos ali naquela tarde, nossos sentimentos, choros e cumplicidade musical. Um pufe e dois violões na morada da arte, sentimentos levemente soltos. O mundo fora daquela casa nada significava.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Eme esse êne.


Antônio diz:
o Fernando sim é de assustar
ele é da boêmia
do êxtase em transe
coisa louca o universo paralelo em que vive
contudo é interessante pq vai alem da vida comum
de juntar grana,casa no campo e automóvel
do cotidiano chato
sempre vem com uma palavra alta e nova
baixa e velha
mas sempre interessante e cheio de bossa
de bolero
de rumba
de Rio
de Cuba
de experiências
eu gosto da alma do Fernando

sábado, 4 de dezembro de 2010

Eu quero é tocar fogo nesse apartamento

Acordei com a coceira de escrever. Um espírito louco que me fez andar pela casa parecendo que ia explodir. Preciso ocupar logo as mãos para a mente parar de criar. Coloquei a água do café no fogo e como fiquei centrado na escrita deixei a água secar. Isso por duas vezes!!! Desorientado, doido e delirante pensei nas paredes alaranjadas que o pai de Adélia Prado pintou. Quero pintar uma parede assim, só pra mim todinha de laranja. Gosto da cor laranja. Fiz um samba hoje pela manhã. Fiz poemas liguei para Jana,Amanda, acordei Antonio. Pra dizer que estava feliz apenas. Compartilhar minha alegria.

Hoje sentei em frente a estante de livros com uma xícara preta de café nas mãos. Sentado, pensando nas coisas lindas sobre música que Jouber conta,sempre. Adoro a Cecília proferida por ele. És a mineirice com a roupa linda de ir a missa de domingo. És o menino de botas, o gordinho preferido das tias. Saudade do teu olhar quando briga comigo. Amigo querido, penso em você demais da conta.
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Uma ocasião,
meu pai pintou a casa toda
de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa casa,
como ele mesmo dizia,
constantemente amanhecendo.

Adélia Prado

Hoje tomei o banho de mar mais feliz de toda a minha vida.

É sábado de samba


Pra curar ressaca
Café
Pra seguir em frente

Fugir da cidade pra não ficar
Lelé
Saudades dos troquinhos do meu tio

Se estiver no Rio
Já é
Pois é
Manhã gostosa de sola
De sábado
Sem você
No meu pé
Coisa boa que é

Um bom samba na fé
Tem que ter samba na Sé
Zé tem samba no pé

Pois é

Outras alegrias


Peguei uma fita
Do nosso senhor do Bonfim
Pus no ventilador
Ela começou a  girar.
E encheu a casa de esperança

Paraíso

Pensei que o mar fosse céu...

Brincar de mar
Brincar de rimar
Só não vale amar
Na superfície.


Ao sair do mar hoje cedo, uma forte onda me derrubou. Da praia fui direto pra casa e a primeira coisa que fiz ao chegar foi me olhar ao espelho. Abri um sorriso largo e gostoso. Um sorriso feliz demais, simplesmente porque eu merecia tal felicidade. Foi uma felicidade plena, pensei até que estivesse pra morrer de tão feliz dentro da água.

Uma onda
Uma criança
Um riso branco
Branco de esperança
Espumas
Sorrisos
Lambança

Bons ventos

Gosto do cheiro da chuva
Do barulho
que ela faz...
E traz

Uma tristeza
Uma paz...

Aqui em Salvador
Até a chuva é alegre demais.
Não me satisfaz.