segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Toda obra tem o seu mestre

Era um jovem negro
Chinelo de dedo.
.
Batendo o ponto antes das seis.
Catando letras.
Construindo sílabas.
Peneirando os verbos.
Carregando os adjetivos.
Misturando letras.
Cavando palavras.
Edificando de um cinza tão concreto
Poemas e rimas.
Carregando livros junto com a marmita.
Pra comer e ler depois do meio dia.
Perfumando flores e cores à cidade.
Antes do sol desapontar no mar.
Durante a correria do dia.
Parados no trânsito ouvindo céu cantar.
Avistei um pedreiro que escrevia poesias.



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