domingo, 16 de outubro de 2011

Ares de Woody


A tal caixa que saiu de Dublin em direção a Salvador. Que coisa (traços de mineiridade) esse caminho dessa caixa...que coisa deve ter sido quando você se disponibilizou em tempo para sair e comprar essas coisas que você colocou dentro dessa caixinha. Como pode ter essa sensibilidade para entender o gosto alheio. Como pode ter o cuidado de pensar exatamente nas combinações e cores (eu adoro o cinza).

Sinceramente: preciso agradecer a Jana e aos Deuses pelo momento certo em que aparecemos juntos nessa existência. Por acreditamos que dava pra continuarmos juntos. Sabemos que não é fácil repousar numa amizade, existem mil problemas de pessoas não resolvidas que apostam tudo numa amizade e se frustram. Disso sabemos bem. Contudo com a gente a coisa foi tranqüila, com brindes e altas risadas no centro de Belo Horizonte, por noitadas tontos pela Savassi, nas adversidades de um clássico entre cruzeiro e atlético. Repousei minha amizade em vocês...

Sinto mesmo que sou abençoado. Sinto mesmo grande empatia por você. Sou uma pessoa que sofre nessa profundidade de gostar muito do meu jeito quieto. Toda oportunidade que tenho digo coisas a teu respeito. Pela graça de Deus,ou por algum feliz acidente,não sou candidato a terapia para curar depressão, mesmo estando sozinho a maior parte do meu tempo. Consegui ter alguns amigos próximos, que dão apoio e me proporcionam momentos incríveis que não existe preço. O valor esta na leveza do gesto.

Poderia correr a livraria mais próxima e retribuir com aquilo que também lhe deixaria muito feliz. Alguns CDs de rock alternativo, algumas camisas daquela loja do Canadá que provoca fila na porta e que os vendedores atendem a gente sem camisa e apenas de jeans... mas é melhor deixar quieto.

Pra quando você voltar...

Ah... Troque a palavra coisa ao longo do texto pelo sentimento de amizade até porque coisa é coisa nossa né?


Sim, tenho um truque fantástico para me distrair nesse mundo. Pratico amizade!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Não mais que...

Do nada surge.

Do tudo se perde.

De repente um olhar furtivo no meio do trânsito.

De repente não mais estamos solteiros.

De repente novos lugares.

De repente novos olhares.

De repente ele chega tarde.

De repente grita com você.

De repente sua vó morre.

De repente se bate o carro.

De repente uma dor.

De repente uma notícia.

De repente se esta grávida.

De repente a doença é grave.

De repente a escuridão.

De repente se faz análise.

A vida e seus de repentes:

Do nada surge.

Do tudo se perde.

Do nada surge.

Do tudo se perde

Malandragem para viver

Cariocas são espertos em viver a vida a sua maneira. Pra viver é preciso ter muito dessa"malandragem" que o pessoal que mora no Rio tem. Meu ofício, por presente Divino, me permite transitar nestas duas cidades que simplesmente amo: Rio de Janeiro e Salvador. Estou em um dia lindo de chuva numa cidade que, mesmo cinza .continua linda. Pessoas nas ruas enfeitam e dinamizam tudo dão sabor a cidade. Acho um verdadeiro barato acordar em Niterói e ir bem cedo à Barca ficar olhando as pessoas saindo, esse foi meu exercício hoje logo cedo...assim do nada,..com um tanto de coisas ainda pra fazer mais tarde,dei me esse presente.Nada contra os paulistas, eles trabalham demais e nem terão tempo de saber disso.

domingo, 2 de outubro de 2011

Dentro do ônibus

Não sei explicar a eternidade que vivi no ônibus com uma criança branquinha de olhos de puro azul. Ela estava no colo da mãe que conversava ao lado do pai. O bebê me olhava fixamente com olhos de quem queria me  dizer alguma coisa: não sorria, não transparecia algum gesto, apenas o olhar firme. Éramos os dois naquele momento. Eu tentava olhar para o outro lado para que percebesse que não daria tal atenção e quando voltava, ainda me olhava fixamente. Comecei a ficar sem graça com aquela criança de aproximadamente 8 meses. Ela, então, me intimidava e me cobrava uma certa atenção. Novamente não sorria, não demonstrava nenhum sentimento e isso foi me deixando mais sem graça e sem ação. Aquele bebê me paralisou e me deixou sem espaço dentro daquele ônibus. Quando chegou minha vez de descer, puxei a cordinha e dei o sinal para o ônibus parar. Foi então que a criança deu um grito. Queria me dizer alguma coisa, só Deus saberá. Desci assustado com uma criança tão linda e tão austera.

A falta de generosidade II

Saí para cortar o cabelo, pelo centro de Salvador comecei a procurar uma barbearia e com muito custo encontrei uma. Esperei por alguns minutos e quando então chegou a minha vez, e o barbeiro já estava realizando o corte, entrou na barbearia uma senhora com uma criança deficiente do lado. A criança de aproximadamente 12 anos, andava com certa dificuldade e parecia estar num mundo particular, ela ria pra tudo e para todos, a senhora então pediu preferência aos que aguardavam e para minha surpresa todos negaram dar a vez para aquela criança. O que senti ali foi algo muito pior que revolta, não sei dar nome e nem queria comentar mais sobre. Escrevi para aliviar a dor que ainda sinto e pra sempre levarei comigo